Notícias e destaques

FUNDIS: Concepção teórica e funcionalidades práticas (2009)

A historiografia actual valoriza cada vez mais a interdisciplinaridade de saberes e práticas técnicas e científicas. Neste quadro, o historiador do século XXI pode tornar mais rápida, prática e eficiente a pesquisa de fontes documentais aproveitando o diálogo hoje possível, entre a História, a Arquivística e a Informática.

Nesta óptica, em 2009, o CIDEHUS-UÉ solicitou os Serviços de Informática da Universidade de Évora para desenvolver uma base de dados perspectivada em função das necessidades do investigador em História, estruturada de acordo com as práticas arquivísticas. Inicialmente usou-se como base o sistema de gestão de conteúdos open source chamado eZ Publish. Porém, determinadas limitações, levaram a que, posteriormente, fosse desenvolvida uma solução à medida, utilizando a tecnologia PHP com uma framework open source denominada CakePHP, sendo os seus dados guardados numa base de dados relacional MySQL.

Assim, a base de dados FUNDIS (Fundos Documentais de Instituições do Sul) nasceu de uma convergência de esforços. Foi estruturada teoricamente por Fátima Farrica e Francisco Segurado, colaboradores de investigação do CIDEHUS-UÉ, e informaticamente desenvolvida por José Trancas, colaborador dos Serviços de Informática da Universidade de Évora, sob orientação e supervisão, inicial, de Fernando Palma, responsável pelo desenvolvimento dos portais web da Universidade de Évora.

Sendo uma base de dados que prevê a descrição de fundos documentais de instituições do Sul de Portugal, a grande maioria dos fundos contidos é proveniente de instituições desta área geográfica. Contudo, a existência de informação, em alguns documentos, referente a instituições de localidades que geograficamente se situam noutras regiões do país determinou igualmente a inclusão destas na base de dados, para efeitos relacionais da informação.

Fazendo uso das normas arquivísticas vigentes estruturou-se a base de modo a ser possível criar diferentes níveis de descrição documental: Fundos, Secções, Sub-secções, Séries, Sub-séries, Unidades de Instalação e Documentos.

Porém, a conhecida situação actual dos arquivos portugueses, na maior parte dos casos ainda por organizar ou com sistemas de organização deficientes ou desadequados, bem como a constatação da existência de documentos provenientes de diferentes instituições produtoras reunidos nas mesmas unidades de instalação, nem sempre permite a descrição dos fundos documentais de acordo com as unidades arquivísticas acima referidas, sendo apenas possível a identificação do fundo respectivo, suas unidades de instalação e documentos aí contidos. Acresce que o CIDEHUS-UÉ, de momento, apenas tem como objectivo a descrição documental de fundos arquivísticos e não a sua organização física, que se mantém localmente inalterada, não sendo possível a criação de secções e séries de documentos. Contudo, de futuro poderá ser possível a descrição da documentação ao nível das secções e das séries dos fundos já previamente introduzidos, de forma a tornar mais coerente a subdivisão da documentação e a facilitar o conhecimento da orgânica e das funções das instituições.

De igual modo, a introdução dos dados respeita a cotação atribuída pelas entidades detentoras de fundos documentais, para fins de acesso local à documentação.

Todavia, para ultrapassar as contingências materiais referidas, a FUNDIS possibilita a separação virtual dos fundos cuja documentação se encontra misturada.

Uma vez que é comum existirem diversos documentos de uma mesma instituição que tratam os mesmos assuntos na longa duração (permitindo ao investigador encontrar o desenrolar e o desfecho de um determinado evento), criámos a possibilidade de esses documentos se relacionarem.

Tendo em conta que as vicissitudes dos séculos fizeram desaparecer, total ou parcialmente, os corpos documentais de alguns cartórios institucionais considerámos mais relevante ainda, para efeitos de investigação, conferir à base de dados uma potencialidade que permitisse recuperar informação sobre determinadas instituições, ainda que pontual, contida em documentos produzidos e/ou acumulados por outras. Assim, desenvolveu-se uma funcionalidade que permite relacionar documentos produzidos por determinadas instituições, que contenham informações para a História de outras, com as entidades aí referidas. Daí que o resultado da pesquisa por instituições, por vezes, apresente elementos contidos em outros fundos. Porém, a informação referente a essas outras instituições pode não constar na ficha de descrição de um documento se não foi considerada imprescindível para a sua descrição, só sendo possível aceder à mesma através da consulta do documento original.

A base permite também que nas fichas de descrição dos documentos se descarreguem eventuais imagens resultantes da reprodução digital dos mesmos.

De salientar que FUNDIS foi concebida, na teoria e na prática, tendo em conta aquilo que se julgou serem as necessidades de pesquisa que se consideraram úteis aos investigadores. A óptica da sua concepção é a do investigador que procura saber que documentos existem para o estudo de determinada instituição e onde os poderá consultar. Daí que se tenha procedido a uma actualização da ortografia utilizada nos textos de descrição, o que é mais prático e eficaz para efeitos de pesquisa e que, por causa dessa mesma perspectiva de abordagem, não se tenha procedido a uma descrição minuciosa dos documentos, a cujo conteúdo integral o investigador poderá aceder nas entidades detentoras dos mesmos, o que, no entanto, não invalida que, nalguns casos, tal possa acontecer.

Dezembro de 2009

Fátima Farrica

Francisco Segurado

Os Pergaminhos Avulsos da Biblioteca Pública de Évora: uma abordagem recente (2009)

O núcleo documental

Tal como acontece noutras instituições detentoras de fundos documentais de cariz histórico e cultural, também a Biblioteca Pública de Évora (BPE) possui um conjunto documental em suporte de pergaminho, cujas peças foram produzidas ao longo de séculos por diferentes instituições, não só da cidade de Évora, mas também de outras localidades do Alentejo.

Fontes documentais por excelência para a história medieval o núcleo de Pergaminhos Avulsos da BPE cobre um período cronológico que vai do século XIII ao século XIX e possui 2311 peças que contêm cerca de 3000 documentos. Aquelas encontram-se distribuídas aleatoriamente por 26 pastas, não possuindo qualquer organização quer em termos de instituições produtoras quer em termos cronológicos. Note-se, porém, que fazem parte deste conjunto alguns documentos em suporte de papel que aí foram incluídos, sem que se perceba, hoje em dia, a lógica que presidiu a essa opção.

Os pergaminhos apresentam diversos tamanhos e formatos, com alguns em forma de caderno. Uma pequena parte está em mau estado de conservação, nunca tendo sido alvo de qualquer tratamento ou restauro. Tais condições dificultam a leitura destes documentos, chegando a impossibilitá-la nalguns casos, situação que se agrava com a passagem do tempo, tornando urgente a salvaguarda quer do suporte e, através dele, do texto original, quer do seu conteúdo informativo através da utilização das novas tecnologias: digitalização e descrição em base de dados.

Possuidores de diferentes tipologias documentais, a grande maioria dos textos aí redigidos encontra-se em português, embora muitos deles se apresentem em latim (mais de 300) e, pontualmente, em castelhano.

Apesar de já terem sido feitas abordagens anteriores aos Pergaminhos Avulsos da BPE estas foram parciais. Concretizando: em 1941, Luís Silveira fez uma inventariação dos documentos produzidos exclusivamente pela igreja de São Pedro de Évora1; em 1998, O CIDEHUS-UÉ, no âmbito do projecto “Formação das elites e redes clientelares. Uma observação centrada em Évora (séculos XIV-XV)”, financiado pela FCT, encetou o levantamento, em fichas manuscritas, dos Pergaminhos Avulsos da BPE que, no entanto, na altura não foi possível concluir. Porém, na sequência do mesmo, em 2005, Joaquim Serra, publicou um artigo na revista Lusitânia Sacra, onde apresenta uma caracterização geral dos pergaminhos da BPE, salientando as potencialidades de investigação dos mesmos2; em 2006, Manuel Branco iniciou a publicação, na revista Almansor, dos documentos que, dispersos por este conjunto documental, foram produzidos por instituições de Montemor-o-Novo3.

Todavia, apesar deste núcleo sempre ter despertado o interesse dos investigadores, e de já ter sido alvo de diversas pesquisas, as condições em que se apresenta tornam difícil a sua consulta, pois aquelas obrigam à procura exaustiva, em todas as pastas, dos documentos referentes ao tema e ao período cronológico em análise. Na qualidade de investigadores do CIDEHUS-UÉ, a solução encontrada para obviar a tais circunstâncias foi a de integrar a descrição documental dosPergaminhos Avulsos da BPE numa base de dados disponível on-line. Deste modo, preservar-se-á o conteúdo informativo destes documentos, proporcionando em simultâneo uma maior acessibilidade das fontes aos investigadores e a divulgação de um conjunto documental imprescindível para a História do Alentejo e de Portugal. Note-se, porém, que, neste momento, a introdução dos Pergaminhos Avulsos da BPE na FUNDIS ainda não se encontra concluída. Além disso, ainda não foi posta em prática a funcionalidade que permite disponibilizar as imagens digitais dos documentos aqui descritos através de uma colaboração com a Biblioteca Pública de Évora.

Critérios de descrição e potenciais usos historiográficos

Apesar de as peças se encontrarem fisicamente reunidas sem ter em conta os princípios fundamentais da arquivística, ou seja, sem respeito pela proveniência dos documentos ou pela sua ordem original, tais princípios estiveram presentes à lógica de descrição das mesmas na base de dados. Assim, reconstituíram-se virtualmente os fundos documentais originais das instituições produtoras encontradas entre os Pergaminhos Avulsos. Saliente-se, no entanto, que não é possível a reconstituição total dos fundos documentais das instituições aí encontradas – a partir, exclusivamente, deste núcleo – porque aqueles se encontram dispersos por várias bibliotecas e arquivos nacionais. Acreditamos que no futuro será possível completar a descrição destes fundos documentais com a inclusão de outros documentos a eles pertencentes.

Todavia, alguns documentos não permitiram identificar a sua instituição de origem, uma vez que consistem em contractos sobre bens imóveis, realizados entre particulares, que deverão ter entrado nas diversas instituições por via da aquisição posterior, por parte das mesmas instituições, do património aí contratualizado. Assim, optou-se por descrever esses documentos adstritos aos tabeliães que os produziram em diversas localidades, uma vez que, eles próprios se revestem de um cariz institucional. Contudo, não é de todo impossível que, no futuro, através do cruzamento de dados presentes no conteúdo informativo dos documentos já descritos na base, se possa vir a transferir esses documentos para o interior da descrição dos fundos documentais a que pertenceram no passado.

No que respeita aos conteúdos, encontram-se neste fundo elementos de estudo para diferentes localidades do Alentejo e também para outras regiões de Portugal. Encontram-se, igualmente, informações para a história de diferentes instituições laicas e religiosas. Estas podem servir diversos campos de investigação tais como a economia, a história social do poder e da administração; a cultura e a mentalidade; a vida quotidiana; a história urbana e a toponímia; o tabelionado; a paleografia, a diplomática, a sigilografia, a iluminura e as grafias.

Dezembro de 2009

Fátima Farrica

Francisco Segurado

1 SILVEIRA, Luís, Pergaminhos da Colegiada de S. Pedro, Évora, Câmara Municipal, 1941.

2 SERRA, Joaquim Bastos, “Instituições Religiosas e Dinâmica Urbana nos ‘Pergaminhos Avulsos’ da Biblioteca Pública de Évora”, Lusitania Sacra, 2ª Série, tomo XVII, 2005, pp. 405-418.

3 BRANCO, Manuel J. C., "Subsídios documentais para a história de Montemor (século XIV)", Almansor: Revista de Cultura,2ª Série, nº 5, 2006, pp. 171-265 e Idem, "Subsídios Documentais para a História de Montemor (século XV)", Almansor: Revista de Cultura, 2ª Série, nº 6, 2007, pp. 91-218.

Arquivo da Sé de Évora: Salvaguarda e difusão de informação (2012)

Na edição de 2010 do concurso para Projectos de Recuperação, Tratamento e Organização de Acervos Documentais, da Fundação Calouste Gulbenkian, a candidatura apresentada pelo CIDEHUS-UÉ, em parceria com o Cabido da Sé de Évora, foi uma das vencedoras. O projecto, intitulado Arquivo Histórico do Cabido da Sé de Évora: Salvaguarda e Difusão de Informação, foi elaborado por Fátima Farrica e Francisco Segurado, sendo coordenado por Hermínia Vasconcelos Vilar. Da equipa proponente fizeram ainda parte Fernanda Olival, Mafalda Soares da Cunha e Joaquim Chorão Lavajo.

Este projecto teve como objectivos fulcrais a reorganização e inventariação global de toda a documentação existente na Sé de Évora e a disponibilização da sua descrição on-line na base de dados FUNDIS. Previa ainda o seu acondicionamento adequado e a digitalização parcial do acervo. A designação inicial de Arquivo do Cabido decorreu do impossível conhecimento prévio da existência de diversos fundos distintos no espaço do Arquivo da Sé. Ainda que se tivesse informação da presença de documentação referente, por exemplo, aos Bacharéis da Sé de Évora – hoje tidos como instituição autónoma – não era ainda perceptível o grau de independência da sua produção documental em relação à instituição capitular.

De destacar a antiguidade, a dimensão e os conteúdos deste acervo. A documentação do Arquivo da Sé cobre um período cronológico que começa no século XII e vem até aos meados do século XX e estende-se por mais de 100m que contêm, além de centenas de livros, várias dezenas de milhar de avulsos. Note-se também que as características próprias da principal instituição produtora aqui presente e actual detentora da documentação (Cabido da Sé), bem como da sua história administrativa, determinaram relações plurais com distintas entidades, seja no quadro geográfico do Alentejo, seja no espaço geográfico mais amplo de Portugal e do estrangeiro, de que nos é dada notícia nos seus documentos. Além disso, as tipologias documentais existentes facultam-nos sobeja informação para estudos históricos em diversas áreas como são a economia, a sociedade, a administração, a religião, a cultura, a mentalidade, o urbanismo ou a toponímia, bem como a música ou outras áreas menos evidentes, de que podemos apontar como exemplo a climatologia histórica. Relativamente a suportes documentais, o predominante é o papel, mas é abundante o número de pergaminhos existentes (na ordem das centenas).

O projecto, que se iniciou em Janeiro de 2011 e terminou em Junho de 2012, foi executado por Fátima Farrica em colaboração, numa fase inicial, com Francisco Segurado. Acolheu ainda, em fases finais, as contribuições de Lígia Duarte, Ana Caeiro e Liliana Silva.

No que toca a resultados do projecto, a situação do Arquivo da Sé de Évora caracteriza-se pelo seguinte:

  1. Existência de condições de luz, humidade e limpeza controladas.
  2. Conhecimento geral da história e estrutura administrativa das instituições sedeadas na catedral de Évora (Cabido da Sé de Évora, Mitra de Évora, Bacharéis da Sé de Évora, Fábrica (ou Obra) da Sé de Évora e Confraria de Santa Maria da Sé de Évora), assim como dos seus circuitos de produção e circulação documental. Este aspecto torna-se bastante relevante, uma vez que permitirá redigir novos textos sobre teoria e prática arquivística, nomeadamente em arquivos similares, bem como divulgar, de forma contextualizada, o conteúdo do acervo.
  3. Localização e descrição de núcleos documentais (nomeadamente da época medieval) até agora totalmente desconhecidos dos investigadores e sua integração no conjunto intervencionado.
  4. Conjunto documental existente na Sé de Évora totalmente reorganizado com identificação e separação clara, teórica e prática, de fundos ou subfundos documentais distintos:

    A – Fundos

    1. Cabido da Sé de Évora
    2. Mitra de Évora
    3. Bacharéis da Sé de Évora
    4. Irmandade do Santíssimo Sacramento da Sé de Évora
    5. Irmandade do Santíssimo Sacramento de Santo Antão de Évora
    6. Irmandade de Nossa Senhora do Rosário de Santo Antão de Évora
    7. Confraria das Almas São Miguel Arcanjo de Santo Antão de Évora
    8. Igreja de Santo Antão de Évora
    9. Irmandade de Nossa Senhora das Dores da Igreja de Santiago de Évora
    10. Igreja de Santiago de Évora
    11. Confraria dos Santíssimos Corações de Jesus e Maria do Salvador de Évora
    12. Associação Eborense das Senhoras de Caridade de São Pedro de Évora
    13. Ordem Terceira de São Francisco de Évora
    14. Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo de Évora
    15. Confraria de Santa Apolónia de Évora
    16. Igreja de São Pedro de Évora
    17. Tribunal da Relação Eclesiástica de Évora

    B - Subfundos

    1. Mitra de Évora em Sede Vacante
    2. Fábrica (ou Obra) da Sé de Évora
    3. Confraria de Santa Maria da Sé de Évora

    Estes fundos e subfundos apresentam dimensões muito díspares, sendo que, em alguns casos, apenas existe no Arquivo da Sé uma ou duas unidades de instalação provenientes de algumas das instituições acima indicadas. De destacar a importância da identificação e separação do subfundo do Cabido designado Mitra de Évora em Sede Vacante. Nele se reúne toda a documentação produzida e acumulada no âmbito da gestão do património da Mitra e do exercício da jurisdição episcopal asseguradas pelo Cabido da Sé em períodos de Sé Vaga. O seu acesso fácil é de sobremaneira imprescindível uma vez que a localização e o conteúdo do arquivo da Mitra permanece desconhecido, salvo as poucas peças que também se encontram no Arquivo da Sé e que constituem o pequeno fundo Mitra de Évora, que se revela apenas uma ínfima parte do que terá sido o arquivo dos bispos desta cidade.

    Esta separação de fundos distintos foi fulcral para o entendimento de todo o conjunto documental. Por um lado, porque antes se julgava que o Arquivo era possuidor apenas de documentação proveniente de uma parte destas entidades; por outro, porque mesmo no caso de instituições distintas, com documentação já localizada no Arquivo da Sé, não existia a aplicação do principio da proveniência, o que fazia com que documentos com origens institucionais diferentes se encontrassem fisicamente lado a lado.

  5. Existência de quadros de classificação específicos para cada fundo, ou subfundo, identificado. Nestes se encontram as secções onde se distribuem as diversas séries de tipologias documentais distintas.
  6. Totalidade da documentação ordenada cronologicamente (livros, cadernos, pastas, maços, documentos) dentro de cada série. A ordenação cronológica é imprescindível para uma leitura temporal fácil e rápida das potencialidades de pesquisa do Arquivo e não se verificava até este momento.
  7. Existência de um sistema único de cotação de todo o acervo. As cotas identificativas e diferenciadas em todas as unidades de instalação permitem a localização e o acesso à documentação e são o meio de ligação entre o inventário e as peças documentais.

    Esta concretização foi extremamente importante nos fundos deste arquivo cujas peças que se encontravam dispersas e identificados com sistemas de referenciação bastante diversificados e confusos, o que dificultava o acesso físico às peças.

    Salvaguardaram-se os sistemas de referenciação anteriores, já conhecidos e citados pelos investigadores, através da elaboração de uma tabela de correspondência de cotas.

  8. Totalidade dos fundos e subfundos (com toda as suas unidades de instalação) inventariadas em base de dados on-line acessível em http://fundis.cidehus.uevora.pt. Esta ferramenta de descrição e de pesquisa permite um acesso livre, universal, rápido, prático e gratuito a qualquer investigador. Surge na sequência dos avanços anteriores (de separação de fundos e tipologias, de reorganização e de cotação) e além de completar as tarefas anteriores, opera uma revolução sem precedentes nas formas de acesso a este importantíssimo acervo documental.
  9. Acondicionamento adequado de todas as peças em caixas de cartão acid-free e, quando necessário, subdivididas em pastas de papel (no caso de avulsos) ou em papel específico e individualizante (no caso dos documentos em suporte de pergaminho). Todas as caixas foram colocadas em estantes de metal que substituíram, na função de acolher o arquivo, os antigos armários de madeira do século XVII. Todas elas foram etiquetadas para a identificação do seu conteúdo de acordo com a descrição do inventário. Em termos genéricos o Arquivo distribui-se por 19 estantes de metal e tem c. de 114 m lineares compostos por 587 caixas de cartão acid-free. Estas contêm várias centenas de livros e, grosso modo, mais de 50.000 documentos avulsos.
  10. Algumas das peças mais antigas, raras ou perecíveis transferidas para suporte digital que permite a sua consulta sem o manuseamento dos originais.
  11. Elaboração de um regulamento de gestão do arquivo e de um regulamento de consulta pública da documentação o que vem normalizar procedimentos internos e o acesso externo ao Arquivo.

    Os autores e executantes do projecto agradecem os apoios da Fundação Calouste Gulbenkian, do CIDEHUS-UÉ e do Cabido da Sé de Évora, imprescindíveis para pôr em prática este empreendimento, numa área do património português ainda relativamente desconhecida e muitas vezes relegada para segundo plano. Agradecem também a disponibilidade de todos os funcionários da Catedral de Évora.

Julho de 2012

Fátima Farrica

Os Fundos Monástico-Conventuais da Biblioteca Pública de Évora (2013)

Entre 2011 e 2012, com a colaboração de Liliana Silva e Samuel Borrego, foram inseridos na base de dados os fundos documentais de mais de 150 instituições: ordens religiosas, congregações, colégios, recolhimentos, conventos, mosteiros, hospícios e confrarias anexas.

Este trabalho foi feito a partir da publicação de João Luís Fontes, Joaquim Bastos Serra e Maria Filomena Andrade, intitulada Inventário dos Fundos Monástico-Conventuais da Biblioteca Pública de Évora, que inventaria esta extensa quantidade de fundos, hoje depositados na Biblioteca Pública de Évora. Embora, no caso de algumas destas instituições, parte dos seus acervos se encontrem noutras entidades detentoras – de que são exemplo a Torre do Tombo ou o Arquivo Distrital de Évora – apenas a documentação existente na Biblioteca Pública foi inventariada por aqueles autores e, consequentemente, disponibilizada na FUNDIS.

Ainda que a maior parte destes fundos seja proveniente de instituições alentejanas, alguns deles têm outras origens. Convém, assim, esclarecer que, embora a FUNDIS agregue, maioritariamente, referências documentais de fundos de instituições do Sul de Portugal, alguns dos fundos cujas referências foram publicadas no livro citado não são de entidades desta área geográfica. Algumas eram, até, situadas em locais bem distantes do extenso império português. Considerou-se, todavia, que todos os fundos publicados, independentemente da localização das suas instituições de origem, deviam ser integrados na base, o que foi feito.

São de referir também algumas circunstâncias que justificam muitos dos embaraços encontrados e os resultados do trabalho desenvolvido, quer na publicação citada, quer na introdução dos dados na base. A desordem do processo de integração desta massa documental na Biblioteca Pública de Évora, e o facto de assim se ter mantido até à actualidade, faz com que as unidades de instalação (livros, maços, pastas, cadernos) se encontrem misturadas, sem consideração de qualquer ordem original e, em muitos casos, nem sequer de proveniência. Ainda que na maior parte das situações a documentação se encontre separada por fundos, casos existem em que uma unidade de instalação, supostamente pertencente a uma entidade, possui, no entanto, documentação oriunda de outra. Além disso, mesmo em unidades que contêm na totalidade documentos de um determinado fundo, o que se verifica é a mistura de tipologias documentais, situação mais notória nos maços de avulsos. Acresce que as cotas atribuídas usam, em muitos casos, um sistema de referenciação algo complexo (que combina numeração romana e árabe) e que foi atribuído sem ter em conta qualquer separação ou ordem lógica da documentação. Mesmo em situação de referenciação mais simples, com a atribuição apenas de um número árabe, a numeração foi feita sequencialmente sem ter em conta a diferenciação de tipologias documentais ou a sua ordem cronológica de produção.

Uma vez que não era possível promover uma intervenção arquivística prévia à inventariação todas as unidades de instalação foram listadas – integradas em séries constituídas para o efeito – mas sem que houvesse uma separação de tipologias documentais, a criação de um quadro de classificação que permitisse uma subdivisão da documentação em secções, ou a atribuição de um sistema de referenciação mais lógico, uniforme e normalizado.

Estas circunstâncias justificam a forma como a documentação aparece referenciada e descrita na base de dados, o que por vezes pode parecer ilógico a quem pesquisa a informação e se depara com os resultados. Mas, como explicitado, não foi ainda possível superar estes constrangimentos. Como não existe na biblioteca qualquer inventário destes fundos, era imprescindível um trabalho desta natureza, que permitisse conhecer e aceder a tão vasta quantidade de documentos, que possuem informação extraordinariamente importante e que se mantém, quase na totalidade, por explorar. Desta forma, quer a publicação das suas referências em livro, quer a sua inclusão na base de dados, pretenderam colmatar essa realidade. Entre não possuirmos uma descrição pública destes fundos, que possibilitasse a sua difusão, ou existir uma inventariação com várias limitações, pareceu-nos que a última hipótese ganhava maior peso.

Desejando que no futuro estes fundos possam ser organizados, inventariados e acondicionados da forma mais conveniente, desde já agradecemos a João Luís Fontes, Joaquim Bastos Serra e Maria Filomena Andrade a autorização para a inclusão do inventário de sua autoria nesta base de dados.

Março de 2013

Fátima Farrica

Arquivo da Sé de Portalegre: organização, descrição e difusão online (2014)

Na edição de 2012 do concurso para Projectos de Recuperação, Tratamento e Organização de Acervos Documentais da Fundação Calouste Gulbenkian, a candidatura apresentada pelo CIDEHUS-UÉ, em parceria com o Cabido da Sé de Portalegre, foi uma das vencedoras. O projecto, intitulado Arquivo da Sé de Portalegre: organização, descrição e difusão online, foi elaborado por Fátima Farrica, sendo coordenado por Fernanda Olival. Da equipa proponente fizeram ainda parte Ana Caeiro, Mafalda Soares da Cunha, Ana Isabel López - Salazar Codes, António Camões Gouveia e o Cónego Bonifácio Bernardo.

Este projecto teve como objectivos fulcrais a organização e a inventariação global de toda a documentação existente na Sé de Portalegre e a disponibilização da sua descrição on-line na base de dados FUNDIS, bem como o acondicionamento adequado do acervo.

A documentação do Arquivo da Sé contém informação que remonta ao século XII e que chega até aos meados do século XX e estende-se por 39 m lineares que compreendem, além de centenas de livros, vários milhares de avulsos.

O projecto, que se iniciou em Junho de 2013 e terminou em Dezembro de 2014, foi executado por Fátima Farrica com a colaboração de Ana Caeiro, responsável pela parte da documentação musical do acervo.

No que toca a resultados do projecto, a situação do Arquivo da Sé de Portalegre, após a sua conclusão, caracteriza-se pelo seguinte:

  1. Existência de condições de luz, humidade e limpeza controladas.
  2. Conhecimento geral da história e da estrutura administrativa da maioria das instituições com documentação existente no arquivo, assim como dos seus circuitos de produção e circulação documental. Este aspecto torna-se bastante relevante, uma vez que permite o conhecimento do contexto da produção documental nestas e, comparativamente, noutras instituições similares.
  3. Conjunto documental existente na Sé de Portalegre, entretanto transferido para o Seminário do Imaculado Coração de Maria, totalmente organizado com identificação e separação clara, teórica e prática, dos diferentes fundos.

    A documentação existente é proveniente das seguintes localidades e instituições:

    Portalegre e Portalegre – Castelo Branco

    • Cabido da Sé de Portalegre
    • Fábrica da Sé de Portalegre (subfundo do cabido da Sé de Portalegre)
    • Diocese de Portalegre – Castelo Branco (Bispo, Mitra Episcopal, Câmara Eclesiástica e Tribunal Eclesiástico)
    • Capela de Santo Amaro da Sé de Portalegre
    • Irmandade de Nossa Senhora do Carmo da Sé de Portalegre
    • Irmandade de São Pedro da Sé de Portalegre
    • Irmandade do Mártir São Manuel da Ermida de São Cristóvão de Portalegre
    • Confraria de Santa Ana de Portalegre
    • Confraria do Santíssimo Sacramento da Paróquia de São Martinho de Portalegre
    • Recolhimento de São Brás de Portalegre
    • Igreja de Santa Maria do Castelo de Portalegre
    • Igreja de Santa Maria a Grande de Portalegre
    • Igreja de Santa Maria Madalena de Portalegre
    • Igreja de Santiago de Portalegre
    • Igreja de São Vicente de Portalegre
    • Associação de Protecção e Amparo de Nossa Senhora das Dores de Portalegre

    Elvas

    • Cabido da Sé de Elvas
    • Mitra Episcopal de Elvas em Sede Vacante (subfundo do cabido da Sé de Elvas)
    • Fábrica da Sé de Elvas (subfundo do cabido da Sé de Elvas)
    • Diocese de Elvas (Bispo, Mitra Episcopal, Câmara Eclesiástica de Elvas e Tribunal Eclesiástico)
    • Irmandade de Nossa Senhora das Mercês da Igreja de São Domingos de Elvas
    • Igreja de Santa Maria dos Açougues de Elvas

    Castelo Branco

    • Diocese de Castelo Branco (Bispo, Mitra Episcopal, Câmara Eclesiástica e Tribunal Eclesiástico)

    Guarda

    • Diocese da Guarda (Câmara Eclesiástica da Guarda)

    Carreiras

    • Igreja de São Sebastião de Carreiras

    Castelo de Vide

    • Igreja de São João Baptista de Castelo de Vide
    • Colegiada do Espírito Santo de Castelo de Vide

    Marvão

    • Igreja de Santa Maria de Marvão

    Nisa

    • Igreja de Santa Maria de Nisa
    • Igreja de São Simão de Nisa

    Póvoa de Rio de Moinhos

    • Fábrica da Igreja de São Lourenço da Póvoa de Rio de Moinhos

    Vila Flor

    • Igreja de São Bartolomeu de Vila Flor

    Coimbra

    • Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra

    Existe ainda um conjunto de fragmentos de documentos diversos de proveniência desconhecida que, dada a sua já desactualização, a partir do século XVI foram reaproveitados para servir de encadernação de vários livros – como foi comum desde os finais da Idade Média até ao século XIX – mas que foram arrancados dos cadernos que protegiam e consolidavam, cremos que já no século XX. São escritos em latim e parte dos mesmos apresentam notação musical, tendo inicialmente constituído fólios de códices distintos. O mais antigo poderá remontar ao século X. Uma pequena parte foi publicada pelo cónego Anacleto Martins1.

    Para a organização da documentação da fábrica da Sé de Portalegre e da fábrica da Sé de Elvas foram constituídos subfundos. Esta opção justifica-se pelo facto das fábricas das catedrais, tal como se constatou também para o caso de Évora, não serem nem dependentes dos respectivos cabidos, nem deles totalmente autónomas. Pela informação que a própria documentação nos fornece as fábricas, embora com património e rendimentos próprios, em grande parte proveniente de doações testamentárias – o que deu azo à produção de registos contabilísticos independentes – não se auto-geriam, sendo a sua administração da responsabilidade de membros do cabido destinados para essa função. Pelo menos nos casos de Évora e de Elvas o bispo era o administrador perpétuo da fábrica, mas, segundo cremos, essa prerrogativa era apenas honorífica. Na prática a sua gestão era responsabilidade de membros do cabido. É certo, também, que as contas das fábricas eram fiscalizadas pelos bispos, ou seus representantes, mas no seguimento do mesmo tipo de atribuições que estes tinham para com outras instituições sob a sua jurisdição.

    A constituição de um subfundo designado Mitra Episcopal de Elvas em Sede Vacante justifica-se, quer pela existência de documentação específica sobre a gestão dos bens e rendimentos da Mitra (também designada mesa episcopal ou mesa pontifical), produzida pelo cabido da Sé, nos períodos em que não existia bispo na diocese e aquela função era assegurada pela instituição capitular, quer pela sua avultada quantidade. O mesmo não se considerou necessário no caso de Portalegre, uma vez que a quantidade da documentação produzida pelo cabido relativa à Mitra, em períodos de Sede Vacante, hoje existente, é diminuta e frequentemente os registos referentes à sua gestão eram feitos nos mesmos livros ou documentos em que se registavam informações sobre a gestão do património do cabido e, por vezes, também da fábrica. Estas ocorrências foram assinaladas no inventário da documentação do cabido da Sé de Portalegre nos títulos das séries ou em nota de rodapé.

    No caso da documentação produzida pelas instituições que, sob jurisdição dos bispos, corporizam as dioceses (mitra, câmara eclesiástica e tribunal) de Portalegre, de Elvas, de Castelo Branco e da Guarda, bem como no caso daquela que era produzida pelos próprios bispos, concebeu-se cada um desses conjuntos como sistemas de informação (diocese) com respectivos subsistemas (bispo, mitra, câmara eclesiástica e tribunal). O conceito de sistema ao ser mais abrangente do que o de fundo documental e tendo em conta as relações orgânicas entre estas entidades revela-se de maior pertinência para a estruturação teórica e prática da sua documentação.

    Todavia, a documentação identificada, de cada uma das entidades presentes no arquivo, apresenta dimensões muito díspares, sendo que, em alguns casos, apenas existe no Arquivo da Sé uma ou duas unidades de instalação provenientes de alguns dos produtores acima indicados. Esta situação verifica-se, sobretudo, no caso de igrejas, das irmandades e de outras instituições de natureza semelhante.

    De destacar, ainda, que no que toca à documentação de produção diocesana o número de unidades de instalação existente é muito reduzido, sendo que a grande maioria de documentos com essa proveniência se encontra no Paço Episcopal e também alguma no Seminário do Imaculado Coração de Maria, acervos que não fizeram parte da intervenção desenvolvida neste projecto. A documentação que estava na Sé deverá ter sido levada para esse espaço por indivíduos que, como era comum no passado, tal como hoje, exerceram simultaneamente cargos no cabido e nas instituições diocesanas. Esta circunstância implica que, de futuro, quando se promover uma intervenção de fundo na documentação à guarda da diocese, se operacionalize uma acção de integração de documentos que, oriundos de espaços físicos diferentes, por onde foram sendo dispersos, por razões de vária ordem, sejam reagrupados, devolvendo-os ao seu contexto de produção e acumulação original.

    Relativamente à documentação musical é actualmente difícil saber com elevado grau de certeza onde esta foi produzida: se internamente pelas instituições que actuaram no espaço físico da Sé de Portalegre e, em caso afirmativo, que entidade a produziu; ou se foi produzida externamente a estas instituições tendo, neste caso, sido incorporada no arquivo por doação ou compra para assegurar a música nas cerimónias litúrgicas. Porém, independentemente desta informação ter sido produzida interna ou externamente às instituições eclesiásticas associadas à Sé de Portalegre, depreende-se que esta foi utilizada por essas instituições para servir a actividade musical nas cerimónias litúrgicas realizadas na Catedral. Assim, não sendo possível, na sua maioria, saber quais as entidades produtoras da documentação musical, para a organização desta documentação tivemos em consideração a entidade que julgamos que a terá acumulado. A consulta de documentação do próprio arquivo levou-nos a optar por considerar a fábrica da Sé de Portalegre como a entidade que terá acumulado a documentação musical, uma vez que era aquela que fazia os pagamentos aos músicos, assim como também suportava os custos com os arranjos de livros musicais, mesmo que esta documentação fosse utilizada pelo cabido da Sé. Além disso, um documento encontrado com a doação de documentos musicais pelo mestre de capela Manuel Martins Serrano à fábrica apresentou-se como mais um argumento de peso para viabilizar esta opção.

    No que se refere à estrutura dada à documentação musical no quadro de classificação, as especificidades apresentadas pela mesma determinaram o estabelecimento de séries baseadas em diferentes critérios no mesmo nível hierárquico, ou seja, umas representam unidades funcionais, outras unidades cerimoniais2, e outras outros critérios considerados adequados. Na organização interna de cada série optou-se por agregar a documentação à obra musical, opção que se reflecte na organização física da mesma, possuindo assim cada obra musical um código de referência. Na ordenação interna de cada série as obras musicais foram ordenadas primeiro por compositor e depois cronologicamente.

    Devido às características próprias das obras musicais, na elaboração deste inventário tornou-se necessário mencionar alguns aspectos que seriam de maior pertinência num catálogo. Deste modo considerámos, pelo menos, aspectos como o compositor e o título da obra musical, dados imprescindíveis para a identificação de obras musicais por parte dos investigadores.

  4. Existência de quadros de classificação específicos para cada fundo, ou subfundo, identificado. Nestes encontram-se as secções onde se distribuem as diversas séries de tipologias documentais distintas.
  5. Totalidade da documentação ordenada cronologicamente (livros, cadernos, pastas, maços, documentos) dentro de cada série. A ordenação cronológica é imprescindível para uma leitura temporal fácil e rápida das potencialidades de pesquisa do Arquivo. Esta lógica só é antecedida por uma ordenação diferente (por compositor) no caso dos documentos musicais, dadas as especificidades apontadas.
  6. Atribuição de códigos de referência identificativos e diferenciados a todas as unidades de instalação, excepto no caso da documentação musical onde a cada obra musical foi atribuído um código diferente. Assim, num mesmo maço de documentos podem existir mais do que uma obra e uma mesma obra/código pode estar dividida em diferentes partes (unidades de instalação/livros). Os códigos são o meio de ligação entre o inventário e as peças documentais e permitem a localização e o acesso à documentação.
  7. Totalidade dos fundos e subfundos (com toda as suas unidades de instalação) inventariadas em base de dados on-line acessível em http://fundis.cidehus.uevora.pt. Esta ferramenta de descrição e de pesquisa permite um acesso livre, universal, rápido, prático e gratuito a qualquer investigador. Além de completar as tarefas anteriores, esta disponibilização opera uma revolução sem precedentes nas formas de acesso a este importante acervo documental.
  8. Acondicionamento adequado de todas as peças em caixas de cartão acid-free e, quando necessário, subdivididas em pastas de papel (no caso de avulsos) ou em papel específico e individualizante (no caso dos documentos em suporte de pergaminho). Todas as caixas foram colocadas em estantes de metal que substituíram, na função de acolher o arquivo, os antigos armários de madeira. Em termos genéricos o Arquivo distribui-se por 6 estantes de metal e tem c. de 39 m lineares compostos por 233 caixas de cartão.
  9. Elaboração de um regulamento de gestão do arquivo e de um regulamento de consulta pública da documentação o que vem normalizar procedimentos internos e o acesso externo ao Arquivo.

Agradecimentos

À Fundação Calouste Gulbenkian, ao Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora (CIDEHUS-UÉ) e ao Cabido da Sé de Portalegre, instituições sem os quais não teria sido possível implementar o projecto.

Ao Francisco Segurado, que colaborou na fase inicial de preparação da candidatura do projecto.

Ao Professor Doutor João Pedro Paiva e à Professora Doutora Fernanda Ribeiro, pelos esclarecimentos prestados em matérias de administração eclesiástica e de teoria arquivística.

À Professora Maria Alexandra Lourenço pela orientação e esclarecimentos concedidos no domínio da arquivística.

Ao Luís Henriques pela disponibilidade em esclarecer dúvidas relativas à documentação musical.

Agradecemos particularmente ao Deão do Cabido da Sé de Portalegre – Pe. Bonifácio Bernardo – pela recepção simpática e calorosa, pelo grande interesse sempre manifestado neste projecto, bem como pela sua imprescindível colaboração, sobretudo no que se refere aos conhecimentos que detém em História da Diocese de Portalegre-Castelo Branco e em língua latina.

Por último, o nosso obrigado dirige-se também ao Pe. Marcelino Marques, ao senhor Francisco Cardoso, à Susana Lourenço, à Susana Fernandes, à Mariana Matos e ao senhor Artur Matos por razões tão diversas como o acolhimento, a simpatia, a disponibilidade e a companhia ao longo dos vários meses de desenvolvimento do projecto na cidade de Portalegre.

Dezembro de 2014

Fátima Farrica

Ana Caeiro

1 Cón. Anacleto Pires da Silva Martins, O cabido da Sé de Portalegre: achegas para a sua história, Portalegre, Cabido da Sé de Portalegre, 1997.

2 Castagna (1999 e 2003) propõe o termo unidade cerimonial para designar a cerimónia religiosa que possui unidade intrínseca, como por exemplo a Missa, e o termo unidade funcional para identificar cada um dos textos de uma unidade cerimonial (e a música escrita para esses textos), como cada uma das partes do ordinário da Missa (Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus/Benedictus, Agnus Dei).

O Arquivo da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Alentejo: salvaguarda de uma memória histórica assistencial (2015)

O projecto de intervenção arquivística

Com uma história com mais de 500 anos, as Santas Casas de Misericórdia são instituições fundamentais para compreender as dinâmicas locais e nacionais ao longo dos séculos. Porém, se muitas misericórdias dispõem já de detalhados estudos, de índole variada, outras há que ainda não foram alvo de qualquer análise o que, na maioria dos casos, se deve às dificuldades que os investigadores têm no acesso à documentação. Era esse o caso do arquivo da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Alentejo e foi para colmatar essa lacuna que se implementou um projecto de intervenção sobre o arquivo que decorreu entre Julho de 2014 e Junho de 2015.

O projecto, intitulado O Arquivo da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Alentejo: salvaguarda de uma memória histórica assistencial, cuja proposta, concepção e implementação foi da responsabilidade de Fátima Farrica, foi um dos vencedores da edição de 2014 do concurso da Fundação Calouste Gulbenkian para apoio financeiro para Recuperação, Tratamento e Organização de Acervos Documentais. A sua execução resultou, assim, de uma parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Viana do Alentejo e a Fundação Calouste Gulbenkian, a que se juntou também o Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora (CIDEHUS-UÉ).

Os objectivos do projecto foram a organização, a inventariação e o acondicionamento da documentação existente no arquivo da Santa Casa da Misericórdia e a disponibilização do seu inventário nestas mesma base de dados.

Dispondo de documentos que vão do séc. XVI ao séc. XX, o arquivo da Misericórdia de Viana do Alentejo é essencial para o conhecimento da história social e assistencial do concelho, tanto mais que integra documentação de outras instituições de natureza similar. Além disso, este é o conjunto documental histórico de maior relevância existente em Viana, além do Arquivo Histórico Municipal. Todavia, apesar da sua importância para a história local, e até nacional – e pese embora alguns cuidados existentes na sua arrumação e salvaguarda – o arquivo não estava devidamente organizado nem inventariado, sendo que as condições de acondicionamento ainda não eram as mais adequadas, o que dificultava o acesso à informação que dispõe e o colocava em risco, tendo inclusive já perdido, pelas vicissitudes dos séculos, parte da documentação que possuía. Deste modo, o principal propósito deste projecto foi a salvaguarda do que resta deste relevante património arquivístico e, através da divulgação on-line, facilitar a sua consulta pública, de forma a promover a investigação.

Sublinha-se, ainda, que a identificação das unidades promove a sua salvaguarda obviando a situações de extravio e fomenta a sua valorização em acções culturais, das quais a eventual organização de exposições é apenas um exemplo; que a conservação da documentação está hoje muito mais salvaguardada; que a instituição detentora do arquivo passou a ter a tarefa de encontrar qualquer documento bastante mais facilitada, quer para fins internos, quer para responder a solicitações exteriores; e que a investigação sobre este acervo foi potenciada, com a consequente produção de conhecimento científico, acções que estavam inviabilizadas na situação anterior do arquivo.

O arquivo

Dada a natureza da documentação em causa, abrangendo campos tão variados como a assistência, a sociedade, a economia, a religião e a cultura, a intervenção arquivística desenvolvida criou as condições para estudos em diversas áreas, a começar pela história, ainda desconhecida, da própria Misericórdia. Um facto especialmente importante, tendo em conta que a instituição completará 500 anos de existência em 2016. De referir, igualmente, as potencialidades deste arquivo para o conhecimento da comunidade onde está inserido, podendo possibilitar a realização de abordagens comparativas, quer com as estruturas do poder local, concelhias e regionais, quer com outras instituições congéneres.

Destaca-se que o arquivo da Misericórdia não possui apenas documentação produzida e acumulada por esta instituição, mas também outros sistemas de informação de outras instituição, sendo que se procedeu à identificação e à separação da documentação produzida e acumulada em 15 sistemas de informação – institucionais, pessoais e familiares – e em 4 subsistemas do sistema de informação da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Alentejo. Identificou-se aimda uma colecção de cartografia. Diversidade que até agora era praticamente desconhecida.

  1. Sistemas de informação institucionais:

    • Santa Casa da Misericórdia de Viana do Alentejo
    • Instituto de Piedade e Beneficência de Viana do Alentejo
    • Comissão Municipal de Assistência de Viana do Alentejo
    • Associação de Caridade de Viana do Alentejo
    • Sopa dos Pobres de Viana do Alentejo
    • Corporação Fabriqueira Paroquial de Viana do Alentejo
    • Irmandade das Almas de Viana do Alentejo
    • Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses: Agência de Viana do Alentejo
    • Delegação Escolar do Concelho de Viana do Alentejo
    • Escola Masculina de Viana do Alentejo

  2. Sistemas de informação pessoais e familiares:

    • Padre Luís António da Cruz
    • D. Inês Maria Bule
    • Família Martins Morom
    • D. Maria José Vasquez Fragoso
    • Vicente Emílio Massapina

  3. Subsistemas da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Alentejo

    • Legado de Manuel Lopes
    • Legado Camões
    • Asilo Jesus Maria José
    • Legado do Cónego Ponce
    • Vicente Emílio Massapina

  4. Colecção de cartografia

Note-se que a quantidade de documentação em alguns dos sistemas apontados é diminuta, nomeadamente no que toca aos sistemas de informação pessoais e familiares, uma vez que a documentação que os constitui surge no arquivo da Misericórdia devido aos legados feitos por particulares à Misericórdia, com fins de assistência e de instituição de encargos pios; ou, no caso do sistema de informação do Padre Luís António da Cruz, devido à fundação, por testamento, do Instituto de Piedade e Beneficência, instituído como entidade autónoma em 1848, mas integrado na Misericórdia após a sua extinção, em 1979.

Agradecimentos

Aos membros da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Alentejo, em especial ao senhor Provedor, Rui Pão Mole, pela recepção positiva à nossa proposta de intervenção sobre o arquivo da Misericórdia.

À Fundação Calouste Gulbenkian pelo apoio financeiro concedido ao projecto, sem o qual a sua execução não teria sido viável.

À Prof.ª Doutora Laurinda Abreu, à Prof.ª Doutora Mafalda Soares da Cunha, à Prof.ª Doutora Maria da Graça Morais e à Doutora Rute Pardal por terem integrado a equipa do projecto como consultoras.

Ao CIDEHUS-UÉ (Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora), centro de investigação do qual sou membro desde 2003, pelas excelentes condições de trabalho sempre proporcionadas, específicamente pelo apoio logístico. Um agradecimento especial à secretária do centro, Dr.ª Carla Malheiro.

À D. Catarina Coxola, chefe de pessoal da Santa Casa da Misericórdia, pela disponibilidade sempre manifestada.

Nota: Além da descrição arquivistica aqui divulgada recomenda-se que os investigadores consultem o inventário do arquivo em suporte de papel, existente na Santa Casa da Misericórdia, uma vez que este instrumento de descrição e de pesquisa apresenta informação mais detalhada sobre os conteúdos das unidades que possui.

Inventário do Arquivo da Associação Círculo Eborense: 1836-1976 (2017)

O projeto A sociabilidade alentejana nos documentos. Resgate e tratamento do arquivo do Círculo Eborense (1836-1976) foi patrocinado pelo Programa Gulbenkian Qualificação das Novas Gerações, Concurso de Recuperação, Tratamento e Organização de Acervos Documentais (2016).

O projeto teve como finalidade proceder ao tratamento e divulgação do arquivo do Círculo Eborense, uma associação de lazer e cultura com um acervo documental de notável relevância, embora com evidentes sinais de deterioração.

Esta associação da elite social eborense, fundada em 1836, é uma das mais antigas do país ainda em atividade e conserva documentação da fase de instauração do Liberalismo em Portugal. Neste contexto, a ação de preservação e organização do espólio salvaguarda a memória de dinâmicas e práticas sociais inscrita na documentação histórica da Sociedade Circulo Eborense. A sua disponibilização à comunidade de investigadores, e os estudos que a partir desta documentação se efetuem, poderão contribuir para uma melhor compreensão do papel e significado destes espaços de sociabilidade, tanto a nível local como nacional, ao longo dos séculos XIX e XX.

Por se tratar de um arquivo privado, a cooperação da direção da associação foi fundamental para o desenvolvimento do projeto. Mediante a sua autorização efetuou-se o tratamento e classificação do espólio segundo critérios arquivísticos atuais e criaram-se as condições para a respectiva disseminação dos resultados.

Foi feita uma primeira listagem do acervo remanescente da Sociedade e procedeu-se à desparasitação do mesmo em câmara de vácuo. Seguiu-se e a limpeza manual dos documentos, a descrição arquivística e o acondicionamento em capilhas e caixas de arquivo com as especificações técnicas apropriadas para o efeito. Finalmente, toda a documentação tratada foi acondicionada em armários de metal adquiridos pela direção da Sociedade.

Os resultados da descrição arquivística são disseminados através do FUNDIS, repositório de descrições arquivísticas de Fundos Documentais de Instituições do Sul, alojado na página do centro de investigação CIDEHUS.UÉ (Centro de Interdisciplinar de História Culturas e Sociedades da Universidade de Évora).

A documentação, devidamente tratada e acondicionada, permanece na sede do Círculo Eborense e o acesso à mesma carece de autorização da sua direção.

Para além do patrocínio da Fundação Gulbenkian e do apoio da própria direção da associação, o projeto foi apoiado pelo centro de investigação CIDEHUS da Universidade de Évora.

A equipa do projeto

Maria Ana Bernardo (docente do Departamento de História e investigadora do CIDEHUS.UÉ), Maria Zozaya (bolseira de pós-doutoramento da FCT e investigadora do CIDEHUS.UÉ), David Baptista (pós-graduado do Curso de Especialização de Ciências Documentais – opção Arquivo, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra) Jorge Janeiro (Diretor do Arquivo Distrital de Évora).

Patrocínio

Fundação Calouste Gulbenkian (Programa Gulbenkian Qualificação das Novas Gerações, Concurso de Recuperação, Tratamento e Organização de Acervos Documentais – 2016)

Apoios

Sociedade Círculo Eborense; CIDEHUS.UÉ

O inventário pode ser consultado aqui: http://fundis.cidehus.uevora.pt/details?id=10857

Solicitam-se colaborações (2013)

No intuito de expandir e enriquecer este projecto, desde 2010 que a FUNDIS está aberta à participação de todos os organismos que queiram utilizar esta base de dados para a inventariação dos seus arquivos históricos. Essa integração permite a agregação das referências documentais para pesquisa num mesmo sistema, a utilização de critérios de descrição uniformes, a complementaridade da informação proveniente de todos os participantes e a disponibilização on-line dos arquivos de todas as instituições que se queiram associar a esta iniciativa.

Em 2010 foram contactas todas as câmaras e misericórdias do Alentejo, bem como as sés da região, tendo-se obtido, até ao momento a colaboração de várias destas entidades (Vid. Colaboradores), estando já prevista a cooperação futura de outras. Estas, em alguns casos, já não se situam apenas no quadro geográfico do Alentejo e prevêem a inclusão de arquivos de natureza diversa dos que até agora têm sido disponibilizados, de que são exemplos os arquivos de unidades industriais.

Deste modo, solicita-se a qualquer instituição detentora de arquivos históricos que, no caso de os pretender disponibilizar nesta base de dados, contacte o CIDEHUS-UÉ. Mesmo que os arquivos que possuem não estejam organizados e previamente inventariados, técnicos especializados em arquivística fazem uma avaliação das circunstâncias específicas de cada arquivo e propõem as melhores soluções para cada caso.

Para mais informações contacte:

ffarrica@uevora.pt

Março de 2013

Fátima Farrica

Concepção e Coordenação

Concepção teórica

Fátima Farrica

Licenciada em História (Ensino), com Pós-Graduação em Ciências Documentais (Arquivologia) e Mestre em Estudos Históricos Europeus: Fontes e Percursos para a Construção da Identidade Europeia, pela Universidade de Évora.

Membro colaborador do CIDEHUS-UÉ.

Actualizado: Março de 2010

Francisco Segurado

Licenciado em História (percurso História) pela Universidade de Évora e mestrando em O Sul Ibérico e o Mediterrâneo (percurso História Medieval) na Universidade de Évora e na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Membro colaborador do CIDEHUS-UÉ.

Actualizado: Março de 2010

Desenvolvimento informático

José Carlos Trancas

Técnico de Informática

Coordenação

Fátima Farrica e Francisco Segurado, entre 2009 e 2011

Fátima Farrica, desde 2011

Colaboradores

Colaboradores institucionais

No âmbito da abertura da FUNDIS à participação de outros organismos, que quisessem utilizar esta base de dados para a inventariação dos seus arquivos, a partir de 2010, foram contactas todas as câmaras e misericórdias do Alentejo, bem como as sés da região. Até ao momento recebemos a colaboração das seguintes instituições:

  • Cabido da Sé de Évora
  • Cabido da Sé de Portalegre
  • Câmara Municipal de Avis
  • Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo
  • Câmara Municipal de Monforte
  • Câmara Municipal de Ponte de Sor
  • Câmara Municipal de Redondo
  • Câmara Municipal de Viana do Alentejo
  • Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz
  • Santa casa da Misericórdia de Viana do Alentejo

Actualizado: 2016

Outros colaboradores

Ana Caeiro

Licenciada em Música (ramo de Musicologia), a terminar Licenciatura em Música (ramo de Interpretação - Violino), na Universidade de Évora.

Colaboradora do UniMem - Unidade de Investigação em Música e Musicologia da Universidade de Évora.

Actualizado:Julho de 2012

António Castro Nunes

Aluno de Licenciatura em História e Arqueologia - variante História na Universidade de Évora.

Actualizado: Março de 2010

Liliana Silva

Licenciada em História e Arqueologia, variante Arqueologia, pela Universidade de Évora, com especialização em Museologia e mestranda em Ciências da Informação e da Documentação pela mesma universidade.

Actualizado: Setembro de 2011

Joaquim Serra

Licenciado em Ensino de História pela Universidade de Évora, Mestre em História Medieval pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e doutorando em História na Universidade de Évora.

Membro colaborador do CIDEHUS-UÉ.

Actualizado: Março de 2010

Maria Lucília Teixeira

Licenciada em História - ramo Património Cultural, com Pós-Graduações em Gestão do Sector Público Administrativo e em Gestão e Valorização do Património Histórico e Cultural e Mestre em Gestão e Valorização do Património Histórico e Cultural, pela Universidade de Évora.

Membro colaborador do CIDEHUS-UÉ.

Actualizado: Março de 2010

Samuel Borrego

Licenciado em História e Arqueologia pela Universidade de Évora e mestrando em O Sul Ibérico e o Mediterrâneo (Estudos Árabes e História Medieval) na mesma universidade e na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Actualizado: Outubro de 2011

Sílvia Mestre

Licenciada em História - Ramo do Património Cultural, com Pós-Graduação em Ciências Documentais - Ramo Arquivo, colaboradora do Centro de Estudos de História Religiosa (CEHR) da Universidade Católica Portuguesa de Lisboa, Técnica-Superior de História no Município de Castro Verde.

Actualizado: Março de 2010